25 . 11 . 2021

Um ano de telemedicina: como inovar com segurança?

Artigo publicado no Blog JusBrasil em 25/06/2021

A priori, a Telemedicina abrangeria apenas casos de emergência, suporte de laudos feitos à distância, e de diagnósticos e condutas terapêuticas entre indivíduos da comunidade médica. Confira o que aconteceu ao longo desse tempo!

A crise do coronavírus surgiu como um cenário tão atípico que a partir do primeiro caso detectado no Brasil, em 26 de fevereiro de 2020, na cidade de São Paulo, foi preciso estabelecer uma legislação específica de telemedicina que desse conta de abranger toda a urgência que essa conjuntura demandou.

No último dia 23 de março, completou um ano da aprovação do exercício da telemedicina no Brasil. Agora, na conjuntura do COVID-19, os planos de saúde, empresas e hospitais aumentaram o montante de atendimento online, seja para consultas ou até mesmo alguns exames.

Desde que a prática foi autorizada pelo Ministério da Saúde, os pacientes brasileiros, bem como os profissionais da classe médica, passaram a utilizar a tecnologia com muito mais frequência, por ser uma alternativa de evitar o deslocamento até consultórios, hospitais e clínicas, evitando o contato com outras pessoas, aglomerações e, principalmente, em locais onde o risco de contaminação pela COVID-19 é alto, como em prontos socorros de hospitais.

É claro que a prática não substitui o atendimento presencial, mas possibilita maior acessibilidade e escalabilidade do serviço de saúde – essenciais neste momento de tanto medo e incerteza, quando o distanciamento social se faz necessário.

Sem dúvidas, a telemedicina tem contribuído muito no combate à disseminação da doença, mas também traz outros benefícios. Confira a seguir um balanço de como tem sido o exercício da telemedicina nesses 12 meses de vigência.

Telemedicina x coronavírus: panorama geral

Segundo o Portal Saúde Business, em um ano de telemedicina contra o coronavírus, mais de 740 mil consultas remotas foram agendadas na plataforma Doctoralia. Além disso, cerca de 15 mil profissionais de saúde passaram a manusear essa ferramenta e outras similares, a fim de dar continuidade à sua atividade profissional em meio à pandemia no Brasil.

Ao todo, foram contabilizados 6.5 milhões de minutos em vídeo consultas através da plataforma, período que equivale a 12,4 anos.

Telemedicina de 2020 a 2021

Outro balanço importante é a comparação entre o primeiro período de medidas restritivas, em 2020, e o segundo, em 2021. Ainda segundo o portal, no primeiro momento, houve uma queda de 50% nas consultas, enquanto no segundo, a redução foi menor que 1%. Certamente, a telemedicina proporcionou melhor acompanhamento de várias intercorrências médicas e enfermidades não relacionadas à COVD-19, melhorando a saúde e qualidade de vida de diversos cidadãos.

Além disso, os dados revelam como a tecnologia tem tido uma aceitação significativa no exercício da medicina e outros serviços de saúde. No período pós-pandemia, vislumbra-se que o novo normal será marcado pela disrupção tecnológica na saúde.

Segurança e Tecnologia

Mediante ao uso da tecnologia na medicina, tornou-se necessário, também, aferir ainda mais confiabilidade e segurança aos dados fornecidos pelos pacientes. Nesse sentido, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) veio para tornar o ambiente digital mais seguro tanto para pacientes, quanto para médicos.

Com isso em mente, vale a pena compreender:

Como os seguros podem auxiliar empresas de saúde e hospitais a se protegerem legalmente

Apesar de bastante prática, essa nova configuração da telemedicina tem gerado ainda muitas dúvidas aos profissionais da saúde que desejam se resguardar de possíveis erros e omissões.

Segundo especialistas, as soluções de seguros como o de E&O Médico é uma opção para aferir proteção ao exercício da profissão, independentemente do atendimento ser presencial ou virtual.

O Seguro de Responsabilidade Civil Profissional Médico, mais conhecido como E&O Médico, é destinado a cobrir reclamações em virtude de danos materiais, estéticos, morais e corporais, tendo em vista omissões e/ou erros médicos.

A telemedicina, no entanto, promove mudanças na maneira como as instituições se organizam, além de proteger seus dados e até mesmo a infraestrutura que dá suporte ao atendimento. Por isso, é importante ter um olhar atencioso para todas as áreas do negócio, uma vez que as empresas terão que tomar decisões e cuidados que ultrapassam a prática médica.

No exercício da telemedicina, o profissional da saúde passa a ser responsável não só pela consulta, mas também pelo respeito e sigilo dos dados fornecidos pelo paciente.

O mercado segurador já se antecipou em fornecer condições e coberturas a fim de atender essa nova tendência. Especialistas chamam atenção para a importância de um gerenciamento completo dos riscos aos quais as empresas de saúde estão expostas, a exemplo de decisões administrativas que podem resguardar executivos com a contratação de um seguro D&O, ou então em possível vazamento de dados de pacientes, prejuízos que estariam amparados com um Seguro Cyber, por exemplo.

A telemedicina já é uma realidade e o seguro é fundamental para aferir eficiência e segurança, seja no meio físico ou digital. A Wiz Corporate possui em seu portfólio todas as soluções voltadas para tal categoria: desde um médico que faz o atendimento até as empresas que intermediam, além de hospitais que oferecem esse serviço.