21 . 06 . 2018

Squads, um novo modelo de trabalho na Wiz

Com o avanço da tecnologia, as mudanças inevitavelmente acontecem, esse é um processo natural de reação do modus operandi. Tendo essa perspectiva em seu DNA, a Wiz teve que adaptar e evoluir sua cultura, sua marca e também seu modelo de trabalho. Este modelo representa como a empresa organiza o trabalho, a gestão e os projetos para alcançar os objetivos traçados em sua estratégia. Neste texto vou falar um pouco sobre o processo evolutivo organizacional, da sua origem até o nosso modelo atual de squads.

A primeira mudança em relação a esta organização foi a transição do modelo de suporte do PMO, para o diretivo, em meados de 2015. Nesta época, trabalhávamos com o modelo tradicional, seguindo as recomendações do guia PMBOK (Project Management Body of Knowledge). Deixar o modelo suporte e migrar para o modelo diretivo foi um grande passo, a responsabilidade do time de Gestão e PMO com os resultados da companhia estava cada vez maior. O novo modelo foi um sucesso, eficiente e realmente útil para os projetos tradicionais.

Em 2017, houve a mudança de marca para Wiz e com ela, nosso objetivo era ampliar a atuação e prover soluções para potencializar negócios. O modelo de organização de trabalho já não era suficiente para atender todas as nossas demandas, por isso, começamos o processo de transformação ágil na empresa. Este processo representa não só uma mudança do modelo de trabalho, mas também uma mudança cultural e estrutural. Para suportá-la, a Wiz criou a Diretoria de Transformação Digital, composta pelas Superintendências de Novos Negócios, Tecnologia e DPM — Digital Project Management, antiga área de Gestão e PMO, que virou pioneira dessa transformação, trazendo técnicas e ferramentas para suportar a área de novos negócios, na qual atuamos com o modelo de squad durante o ano de 2017.

Aqui na Wiz, adotamos o nome “ASA” para caracterizar uma unidade de “Aceleração Semi-Autônoma”, já que não teríamos como ter uma unidade 100% autônoma. Além disso, a intenção foi fazer uma transição de modelos para que não fosse tão impactante e tivéssemos condições de avaliar suas perdas e ganhos.

Inicialmente, adotamos a prática da Semana Desafio com prototipação de telas para a unidade Zim. As demais práticas, tais como Scrum, Kanban, Lean Incepetion foram implementadas em 2018 quando alcançamos certa maturidade e ampliamos o modelo de squad para quase toda a empresa. Os PMOs viraram Scrum Masters, alguns Analistas de Negócio assumiram o papel de Product Owners e os times ágeis foram se encaixando. Enquanto estávamos em transição, DPM ainda detinha o escopo dos projetos ágeis e tradicionais. Após definição de todas as squads, os times começaram a trabalhar com foco total no desenvolvimento e sustentação dos produtos, ou seja, não trabalhávamos mais com projetos tradicionais.

As squads atuam como times ágeis. Elas são pequenos times multifuncionais que reúnem profissionais de diferentes áreas da empresa. Este modelo visa o aumento da comunicação, criatividade e produtividade.

Hoje, as squads estão inseridas em duas ASAs: iNOV (que representa nossos canais e entrega soluções de negócio) e iCORP (que representa áreas de apoio e entrega soluções corporativas). Elas são compostas por profissionais multifuncionais, um Product Owner e um Scrum Master.

Os resultados de cada squad são acompanhados por sponsors que conhecem sobre o negócio e a estratégia da companhia. O papel desses sponsors é direcionar a squad em suas entregas. Supervisionando várias squads e dando um direcionamento dos resultados, temos a figura do ASA Líder. Ele é o gestor responsável pelo acompanhamento dos resultados e resolução de problemas que ultrapassam o escopo das squads.

É importante ressaltar que cada squad tem um contexto e um cenário para lidar no seu dia a dia. Uma das premissas dos times ágeis é que eles devem se adaptar rápido, por isso, não podemos comparar ou tentar padronizar metodologias ou ferramentas para cada squad. O papel dos Scrum Masters (especialistas da metodologia ágil do time DPM) é analisar o ambiente e determinar as melhores metodologias/ferramentas/técnicas são necessárias para alcanças os resultados.

Apesar de não ter uma padronização, normalmente as squads da Wiz rodam as cerimônias relacionadas ao SCRUM (Sprint Planning, Daily Scrum, Refinament, Sprint Review e Sprint Retrospective), o quadro Kanban e a cerimônia de Lean Inception. Mas não é regra, o guardião da metodologia DPM pode utilizar diversas práticas conforme necessário.

O layout físico destinado para as squads foi pensado para manter os times juntos. Esta mudança contribuiu para maior comunicação e colaboração entre os times. Além disso, contamos com grupos informais para troca de conhecimento e experiências.

A chapter é um desses grupos, ela congrega profissionais com competências técnicas similares com o objetivo de trocar ideias e melhores práticas. Dentro delas, temos os líderes das chapters, que orientam a discussão e promovem a troca de experiências, normalmente são líderes técnicos formais da empresa. A guild tem o mesmo estilo das chapters mas os participantes não precisam ter competências em comum, normalmente esta troca envolve a resolução de um problema ou o alcance de algum objetivo.

A transição para as squads tem se mostrado um sucesso, os colaboradores estão cada vez mais compromissados com o hábito da auto-organização, o sentimento de pertencimento ao time se mostra latente no dia a dia e o foco em qualidade e compromisso se mantém. Todavia, isso não significa que alcançamos nossa melhor versão, como Wizzers, somos desafiados todos os dias a sermos beta, esse processo de melhoria contínua faz com que busquemos sempre novas soluções, é o coração pulsante da nossa organização.

Nathalia Tallarico —Superintendente de Gestão DPM