12 . 09 . 2017

Recrutamento e Seleção Digital e o desafio de selecionar profissionais no Brasil inteiro.

Desde que deixamos de ser PAR Corretora, a Wiz tem trabalhado todos os dias com “tudo o que há de bom” no mundo dos negócios digitais: salas cheias de post-its colados nas paredes, totem de personagens que se comunicam conosco por meio do reconhecimento facial, benchmarkings com empresas do mundo inteiro, sprints para desenvolvimento de novos negócios, engajamento digital para consolidarmos a era do encontro.

Venho encontrando essas práticas principalmente pelos corredores das áreas de Transformação Digital e Marketing da empresa. Mas e as áreas de suporte? E aquelas partes da empresa que trabalham com GENTE?! Como área de Gente & Gestão — como nós chamamos nossa área de RH — vem inovando? Bem, vou te explicar um pouco melhor de como eu venho trabalhando com inovação e tecnologia e porquê isso tem sido um desafio.

O que a tecnologia significava para mim

Bem, eu era uma recém chegada estagiária, estudante de Psicologia, sem muita experiência, mas cheia de energia e de propósito como boa Millennial que sou. Você imagina o quanto eu via a tecnologia distante do meu trabalho? Eu via a tecnologia como mais uma ferramenta de trabalho do que como um meio de desenvolvimento em si. Logo, pensava “esse negócio de tecnologia nós vamos deixar para o pessoal de TI, para o pessoal de marketing ou para o pessoal de negócios.”

Como seria possível eu dizer se aquele candidato seria capaz de trabalhar nessa empresa com uma seleção predominantemente online se estudei a vida toda sobre técnicas de seleção a serem aplicadas em alguém sentado na minha frente durante um longa entrevista?

Até que o grande dia chegou. Ela chegou. A tecnologia se tornou o meu trabalho. Ela foi chegando tímida e devagar, trazendo uma nova perspectiva.

Foi aí que eu pensei que meu trabalho ia ficar simples demais.

Diante da ferramenta que ia mudar o meu relacionamento com recrutamento e seleção (R&S), eu tinha certeza que ela tornaria meu dia a dia mais monótono, rotineiro, certinho e automático. Nos meus sonhos, essa plataforma iria encontrar a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa, como num passe de mágica. Eu não precisaria entender quem é a pessoa que eu estou procurando pra minha vaga. Eu não pensaria muito, já que o sistema faria tudo isso sozinho para mim…

Já que ela é tão ágil, será que não vão precisar mais de mim?

E a resposta chegou rápido. Quando o R&S digital começou a ser meu trabalho, eu entendi verdadeiramente o que ele é. Não quer dizer que não haverá um análise de um profissional diante de quais perfis comportamentais são mais indicados para trabalhar naquela posição. Significa que, a partir de agora, a Wiz iria proporcionar uma melhor experiência para o candidato. Os candidatos são consumidores das nossas vagas, vistas como produtos que devem chegar até as pessoas que queremos no nosso time.

Foi então que começamos e pensar em uma lógica diferente, focando energias para os meios de divulgação mais adequados para encontrar os candidatos que se interessariam pela Wiz. O exercício de pensar no todo e colocar o recrutador no lugar do candidato trouxe uma nova visão sobre R&S: Começamos um trabalho de construção da marca empregadora, que focava em mostrar o nosso DNA para os candidatos que estávamos querendo alcançar.

A Wiz estava em redes sociais, sites de empregabilidade e na mídia. Estudamos a faixa etária do candidato, em qual faculdade ele estaria matriculado e qual é seu curso, em quais empresas já tinha trabalhado, quais lugares ele frequentava e qual tipo de publicação mais chamava sua atenção nas redes sociais. Só depois de entender tudo isso foi possível promover o encontro entre a vaga certa e o candidato procurado.

Tudo que se conquistou só foi possível pois o R&S acontece em parceria. Os gestores que trabalham do meu lado e os que estão nas cidades para qual estamos recrutando estão trabalhando conosco, preocupados com a experiência positiva do entrevistado durante a etapa presencial do processo seletivo, sem deixar de conhecer as características marcantes daquela pessoa e que serão positivas para o alcance dos resultados.

E então nós somos digitais!

Temos hoje vagas fechadas em lugares do Brasil em tempo recorde, se compararmos ao processo seletivo tradicional. Encontramos daqui de Brasília, candidatos aderentes aos nossos valores e que conhecem muito bem a Wiz em várias cidades das 5 regiões.

Mas eu tive que aprender MUUUUUITO. Os resultado não vêm tão simples assim e os problemas não se resolvem automaticamente. Foi preciso entender a realidade do mercado de trabalho em Brasília e em vários outros cantos do Brasil.

Foi preciso aprender que entrar na era digital não é apenas ter uma plataforma de vagas na internet. É preciso entender, daqui de Brasília, como as pessoas procuram oportunidade de trabalho em Tucuruí no Pará, saber que o mercado de trabalho muda durante o carnaval na cidade do Rio de Janeiro e que morar a duas horas do seu trabalho pode ser uma realidade em alguns lugares e inviável em outros.

Diante dessa nova realidade e fazendo processos seletivos para vagas de todo o Brasil, minha perspectiva de trabalho mudou. Agora é possível entender como a área de R&S precisa de criatividade, estratégia e conhecimento para dar certo. Meu trabalho não ficou mais automático e rotineiro, como eu imaginava.

Ao contrário do que eu esperava, mas muito alinhado com o que eu busco para minha carreira, a tecnologia e a inovação viraram o meu trabalho.

Carol Novaes — Analista de Gente e Gestão Jr