03 . 01 . 2020

Onboarding? Como fazemos na Wiz

Não é de hoje que falamos o quanto as pessoas são importantes pra gente. Elas estão no centro do nosso propósito e é por elas que tentamos criar um dos melhores lugares para se trabalhar. Olhar para a experiência dos nossos colaboradores e colaboradoras já é uma realidade na Wiz e foi, por isso, que reestruturamos nosso onboarding. Se é para criar uma boa experiência, nada mais justo do que olhar com carinho para a chegada dessas pessoas.

Onboarding pode ser visto como uma jornada construída para novos colaboradores e colaboradoras, que tem o objetivo de recepcionar e facilitar a adaptação de quem está chegando. Aqui na Wiz fizemos um programa de onboarding, o Tô na Wiz, que cuida da experiência desde a pré-admissão até o 90° dia de empresa.

Primeiro é preciso entender que a Wiz possui algumas unidades de negócio, com pessoas distribuídas em diferentes lugares do país. Com esse contexto, não existia uma “regra” para a recepção de novos (as) colaboradores (as), desse jeito, as pessoas passavam por experiências completamente diferentes. Além disso, não conseguíamos garantir que as informações básicas chegassem, como qual era seu e-mail, acessos importantes, quem era seu gestor ou gestora e outras informações. Também estávamos perdendo uma oportunidade para disseminar nossa cultura e promover o alinhamento logo no começo da jornada de cada Wizzer. Dessa forma, estávamos enfraquecendo nossa cultura e fragmentando a mensagem passada.

Desde quando assumimos o desafio de mudar a realidade do onboarding da Wiz, a Squad Jornada trabalhou durante quase 6 meses focada nesta entrega. Antes de realmente desenvolver as soluções, tivemos um trabalho de descoberta do problema que vale a pena compartilhar.

Você já ouviu falar sobre customer centric? De forma resumida, nada mais é do que a abordagem de algumas empresas em colocar o cliente no centro e promover interações e ações para que o cliente fique satisfeito. Foi assim que começamos nossos trabalhos, fizemos uma pesquisa com os (as) Wizzers que tinham entrado recentemente na empresa e tentamos entender a experiência deles (as). Assim, conseguimos ter noção de como seria a jornada do onboarding e como ela impactava a jornada macro, também conseguimos mapear as rotinas dos nossos (as) colaboradores (as). Todas essas informações foram muito úteis nas etapas seguintes e no destrinchamento da solução.

Com todas essas informações, fomos entender como outras empresas faziam o onboarding, foi a hora do famoso benchmarking. Depois disso, convidamos algumas pessoas para duas rodadas de inception, um workshop para entender o objetivo, escopo e público do produto a ser desenvolvido. A primeira rodada foi com os nossos “clientes”. Chamamos pessoas recém-contratadas nas diferentes unidades, conversamos sobre o onboarding, levantamos dores, apresentamos os benchmarkings, desenhamos possíveis jornadas e fizemos um mapa de emoção das etapas. A segunda rodada foi feita com as áreas de interesse do onboarding, tentamos ter representantes de todos que seriam afetados com a solução. Aqui foi o momento de conseguir fechar o escopo, validar ideias e priorizar as ações. Com certeza, incluir todas essas pessoas foi a chave para conseguir fazer uma boa entrega.

Tá achando que acabou? Isso foi só o começo! Depois de tudo isso, foi hora da Squad amarrar as pontas de todas as ideias. Sabemos que é muito importante que as lideranças comprem a ideia e defendam a importância delas, ainda mais falando de soluções para as nossas pessoas. Então construímos uma apresentação sobre tudo o que tinha sido pensado e planejado e apresentamos para o nosso CEO. Esse momento foi muito importante, porque alinhamos as lideranças sobre a importância do projeto, mostramos que a participação deles era relevante e agregamos ainda mais valor ao nosso onboarding.

Com tudo isso no papel, finalmente foi a hora de colocar a mão na massa! Toda a solução foi feita dentro da metodologia Scrum, um modo ágil de gerenciar projetos. Ao longo de toda a execução, fomos apresentando e testando parte das soluções, e assim conseguíamos pegar feedbacks antes de ter tudo pronto, isso fez nosso time agregar mais valor em cada etapa e diminuiu o retrabalho que poderíamos ter na entrega do projeto.

E depois de vários meses de trabalho entregamos o Tô na Wiz, um programa multicanal, com ações físicas e digitais. A experiência começa com o acesso ao site Tô na Wiz, onde a pessoa pode escolher o seu e-mail corporativo, acompanhar as etapas do onboarding, enviar documentos, assinar termos e acessar conteúdos exclusivos.

Também temos uma jornada de e-mails (pré e pós-admissão), com conteúdo que perpassa diversos assuntos, desde acessos e ferramentas até nossa cultura. Um sistema de apadrinhamento, que facilita o suporte personalizado para cada Wizzer e um kit físico de boas-vindas. Também fizemos um tour virtual 360º por todas as nossas unidades de negócio e uma trilha de conteúdo unificada, que fala sobre cultura, negócio e desenvolvimento.

Além das entregas ditas anteriormente, temos novidades que afetam algumas áreas. Entregamos alguns processos mais automatizadas para o COP (Centro de Operações de Pessoas), como integração de plataformas e formulários digitais, o que facilita o trabalho da equipe. A rotina de criação dos e-mails também vai ser facilitada, já que a própria pessoa consegue escolher o seu e-mail. Por fim, é importante dizer que temos um onboarding metrificado, o site e a jornada de e-mails contam com pontos de contato para coletar a satisfação dos colaboradores e colaboradoras, o que facilita nossa sustentação e nos ajuda a entender no que melhorar.

Acreditamos que pessoas talentosas merecem voar alto e fazemos questão que a decolagem seja uma experiência incrível. Com muita colaboração, foco em pessoas e nos resultados, faremos da Wiz um lugar ainda melhor para se trabalhar. Afinal, onboarding é só o começo!

Yuri Portuguez — Estagiário de Gente e Gestão