25 . 08 . 2017

O que é ser gestor de projetos hoje (Sejamos Beta!)

Falar sobre os desafios dos gestores de projetos tradicionais (PMBOK) e projetos ágeis e suas diferenças metodológicas é fácil… #sqn

Nós, gestores de projetos, somos cobrados cada vez mais para sermos ágeis, prevermos o futuro, planejarmos, atendermos as demandas dos clientes, respeitarmos o cronograma e cumprirmos o orçamento, o que sabemos que são pontos, diversas vezes, assíncronos.

Um mantra que aprendi com minha gestora é “saber virar a chave”. Um bom gestor de projetos deve saber lidar com método ágil e tradicional, conforme a necessidade, a equipe e o ambiente do projeto. Sim, meus caros colegas, temos a obrigação de nos especializar nos dois modelos de acompanhamento de projetos. O que, no final, é bastante interessante e proveitoso pra nós, afinal, ampliamos nossos conhecimentos e nossa resiliência. Confesso que o fardo é grande! As metodologias são concorrentes em alguns pontos e podem confundir um gestor desprevenido.

O nosso contexto pressiona cada vez mais a necessidade dessa maleabilidade. Novos segmentos de mercado, novos modelos de negócio, economia instável, tecnologia cada vez mais presente e versátil, mudanças contínuas e constantes, significam um novo tipo de gestão. Em sua maioria, esse novo tipo não quer dizer adotar um ou outro modelo, mas sim a fusão entre eles.

É verdade que os projetos tradicionais, que usam as boas práticas do PMI, são mais focados em planejamento, na previsão do futuro, no respeito à famosa (e infame) tríplice “escopo, prazo e custo” e, em muitas vezes, no fugir da mudança igual o diabo foge da cruz! Já para as metodologias ágeis, as mudanças são bem-vindas e em contrapartida há espaço em exagero para a crítica de produtos, demandas e influências emergentes.

Isso torna ainda mais importante essa tal fusão que eu falei! Equilibrar as vantagens e desvantagens de ambas as metodologias é essencial para o atendimento das necessidades do nosso mundo. Entregar aquilo que é preciso, no momento certo da forma correta é o desafio de todos. O que me faz repetir aquele mantra: “saber virar a chave” — isso é parte do ser beta!

Ser beta exige que viremos a chave para entregar o melhor, dentro das necessidades dos clientes finais e das possibilidades da equipe e da empresa. Fazer uma verdadeira limonada (ou caipirinha) com os limões do projeto…

Fica lançado então, o desafio de traduzir as demandas dos clientes em especificações de projetos, tornar esta especificação em missões de equipe! A ampliação do envolvimento de todos para o planejamento, execução e validação das entregas de projeto é mais uma competência que temos que demonstrar e alcançar.

Ou seja, eu listei um ou outro dentre os desafios dos gestores de projetos, mas são vários! O caminho é se reinventar, atender a todos e entregar o melhor sempre. Só sei de uma coisa, independente de qual metodologia ou boas práticas de projetos, o profissional, seja PMO ou Gerente de Projeto, deve estar em constante evolução buscando a sua melhor versão.

Fica para você, caro colega, o desafio de percorrer esse caminho e se reinventar… alcançar a sua versão beta!

Luciene Domingues e Renata Miranda, Analistas de Projetos na Wiz.