13 . 04 . 2018

Minha experiência visitando Belágua, no Maranhão

Antes de falar sobre as minhas idas a Belágua, quero te perguntar: você já agradeceu hoje por abrir os olhos? Pela cama quentinha? Pelo café, almoço, jantar e lanchinhos que você faz nos intervalos das principais refeições? Pela água potável que você toma? E pelos seus estudos, que fizeram você chegar até aqui? Já agradeceu por estar empregado e poder comprar as coisas que necessita? Por ter um plano de saúde?

A realidade que contarei agora, faz refletir sobre o quanto reclamamos de pequenas coisas, às vezes de um almoço que não está do nosso agrado ou da água que não está na temperatura que gostamos ou até mesmo de oportunidades que não enxergamos à nossa frente.

Quando você tem a possibilidade de pensar fora da caixa, percebe que existem pessoas que não possuem itens de necessidade básica para sobreviver, como: água potável, comida, educação, luz, saúde, saneamento básico, etc. Pessoas que estão esquecidas no meio da mata, longe de tudo e de todos sem nenhuma perspectiva de vida e com alto índice de mortalidade infantil. Crianças desnutridas, que fazem apenas uma refeição por dia. Essa era a realidade de Belágua, município Maranhense.

Na minha primeira visita ao município, ouvi o relato de uma mãe, sobre fazer um “angu” mais conhecido como mingau de farinha para dar aos filhos antes de dormir para que não chorassem a noite toda de fome. É isso mesmo, morriam de fome. Difícil não me emocionar quando lembro de cada palavra que ela dizia naquele dia. Sabemos que muitas pessoas estão na miséria e esquecidas pelo mundo, mas quando vemos essa realidade de perto, quando ouvimos o relato delas, sobretudo quando vimos o olhar triste, clamando por ajuda, aí sim começamos a refletir o quanto somos pequenos nas nossas reclamações diárias.

Por isso, não poderia deixar de expressar a minha admiração pelo Movimento Solidário (Parceria da FENAE, APCEFs, empregados CAIXA e Wiz) que chegou em Belágua em 2015 e, de lá para cá, proporcionou tamanha transformação na vida daquelas comunidades. Graças às doações dos parceiros, as pessoas do município agora têm tanques de peixes, galinheiros com 450 aves, hortas para cultivar verduras e legumes e poços artesianos sendo inaugurados. O projeto visa fazer com que essas comunidades sejam autossustentáveis, comercializando futuramente as hortaliças, peixes e aves para ganhar seu próprio dinheiro. Não tenho dúvidas que eles conseguirão.

Na minha última visita foi inaugurado um Telecentro na cidade, dois poços artesianos e um tanque de peixes nas comunidades. Em cada comunidade que passávamos recebíamos um discurso emocionado de agradecimento e, o que eu pude perceber de comum em cada discurso, foi a gratidão por terem acreditado neles e não desistirem. E sabe o que me deixou morrendo de orgulho? Foi saber que o Telecentro que inauguramos foi resultado da doação da Wiz, que doou todos os computadores para as crianças terem acesso à informação e tecnologia.

Sinto muita felicidade em fazer parte de uma empresa que apoia um movimento grandioso como este e, mais ainda, que nos proporciona a oportunidade de olhar de perto onde o dinheiro está sendo investido.

A Wiz e os demais parceiros, juntos, estão mudando a vida das pessoas naquelas comunidades e como é gostoso ver no olhar de cada um deles a gratidão por essa transformação. Isso não tem dinheiro que pague.

Aproveito para convocar a todos a divulgar o Movimento Solidário e continuar ajudando e contribuindo. Afinal, o pouco para nós é muito para eles.

Belágua ainda precisa de muita ajuda, mas não desistiremos deles. O Movimento Solidário ficará por lá até 2021.

#TodosPorBelágua

Ingrid Mustafá — Gerente de Vendas