19 . 07 . 2021

Ligados por um futuro mais diverso

Wiz reformula programa de diversidade com o objetivo de fortalecer a representatividade e inclusão dentro de casa

Tudo começou com um e-mail enviado aos colaboradores da Wiz para celebrar o Dia do Orgulho LGBTQIA+. Mesmo que a ideia, naquele momento, ainda não fosse parte de uma estratégia estruturada sobre diversidade, o primeiro passo nessa direção estava dado. O ano era 2017, e nascia ali a Ligue-se, inicialmente com uma forte conexão com a questão da equidade de gênero. O grupo, que tem como objetivo promover internamente o tema da pluralidade, com o tempo adicionou mais quatro pilares: vulnerabilidade social, pessoas com deficiência (PCDs), étnico-racial e LGBTQIA+.

Como um dos valores da empresa é ser beta e estar sempre em busca da sua melhor versão, a Ligue-se foi recentemente reformulada com a finalidade de promover uma atuação mais ampla, além das datas comemorativas, e proporcionar um lugar de fala para seus colaboradores. Por isso, criou cinco comitês – um para cada tema –, divididos por grupos de afinidades, com reuniões que acontecem a cada três meses. Dessa maneira, os envolvidos participam ativamente e trazem sugestões de pautas que poderão ser executadas em qualquer época. 

Os Wizzers que não fazem parte dos comitês e desejam contribuir com os debates de outras formas também têm voz ativa, por meio das conversas do grupo na plataforma Teams, na qual o bate-papo fica gravado e pode ser acessado e comentado a qualquer momento. “A ideia é que nesse chat as pessoas possam compartilhar boas práticas e levantar discussões”, explica Gabriel Ferrão, analista de Gente e Gestão da Wiz responsável pelas ações de responsabilidade sócio empresariais. 

Nos encontros de cada um dos comitês, os participantes trazem sugestões a serem analisadas e discutidas pelos membros. Há uma votação para os temas e as ideias que serão transformadas em ações. Como nem todas as propostas conseguem virar pauta naquele momento, aquelas que não são utilizadas ficam no planejamento da liga.

Com o planejamento em mãos, os grupos fazem um alinhamento e passam as pautas para análise da diretoria de Gente e Gestão. Todas as ações propostas precisam estar conectadas com a estratégia da Wiz e suas diretrizes de ESG (sigla em inglês que reúne os conceitos de meio ambiente, social e governança). “A gente já tem essa visão muito clara de que diversidade é bom para as pessoas, para o negócio e tem que estar como pauta estratégica de todos”, destaca Gabriel. 

Responsabilidade compartilhada

Para Isabel Gomes, coordenadora de Cultura e Diversidade, além de atrair e reter talentos, a Ligue-se tem como objetivo trazer uma coconstrução de responsabilidades. “Quando as pessoas participam da construção das coisas, elas têm uma tendência maior a acreditar naquilo, a quererem ver (a ideia) ir adiante”, defende. 

Como parte da reestruturação e de seu propósito de ser mais abrangente, a Ligue-se criou, por sugestão dos colaboradores, trilhas de aprendizagem sobre diversidade e sobre equidade de gênero dentro da universidade corporativa Wizity. E outras quatro já estão em desenvolvimento: étnico-racial, vulnerabilidade social e LGBTQIA+. “Um dos nossos valores é desenvolver pessoas, e a gente acredita que essa desconstrução de preconceito vem muito mais por meio da educação e do conhecimento”, ressalta Isabel.

Para incentivar a participação das pessoas e o debate sobre inclusão na empresa, os colaboradores que concluem o curso são recompensados com “Lamps”, uma moeda virtual que pode ser trocada por livros, cursos e treinamentos internos e externos. Além disso, as áreas nas quais mais de 80% dos times participam de alguma atividade da liga, o gestor (que também precisa marcar presença) ganha o selo interno Diversifique-se como reconhecimento. 

Plano de ação

A nova estratégia dedicada à Ligue-se tem como meta de médio prazo tornar a Wiz reconhecida, interna e externamente, como uma empresa diversa e inclusiva. Para isso, a liga vai usar indicadores como o aumento no número de pessoas de todos os grupos sociais minoritários, as avaliações na Glassdoor (plataforma com avaliações de colaboradores e ex-colaboradores) e o ranking Great Place To Work. “Estamos testando um modelo e sabemos que outras ideias virão, de forma que tornemos mais efetivo e interessante agregar outras pessoas”, explica Isabel.

Para o longo prazo, serão avaliadas outras possibilidades de frentes de atuação da Ligue-se, como grupos de intersecção com um recorte específico para a mulher negra. “São possibilidades no futuro, mas agora estamos com foco em atender um número maior de frentes para depois ir fazendo esses desdobramentos”, diz a coordenadora. 

O time à frente desse projeto sabe o tamanho dos desafios de implementar uma estrutura diversa e inclusiva na prática, mas está unindo forças para superá-los.  A primeira reunião para discutir a forma de atuação do segundo trimestre de 2021 serviu para definir o papel de cada frente e levantar as percepções principais dos grupos. A partir daí, estão sendo desenhadas as ações, que têm foco em agregar valor tanto para as pessoas quanto para as entregas.