28 . 03 . 2022

A revolução na oferta de seguros e produtos financeiros nos bancos

Heverton Peixoto, CEO da Wiz

Especial para a Money Times – Gestão de Negócios e Pessoas 

Houve um tempo em que era preciso despertar grandes bancos no País para a relevância de parcerias especializadas visando a oferta de produtos além de seu core business: seguros, crédito, consórcios, previdência privada e títulos de capitalização. Enquanto instituições financeiras de grande confiabilidade dos brasileiros, nada mais estratégico do que ampliar a afinidade com os clientes levando a eles soluções adicionais, a partir da expertise de companhias absolutamente dedicadas a estes mercados e vanguardistas em inovação. Deu match!  

Nos últimos anos, diante do crescimento das fintechs, uma série de instituições financeiras tradicionais abriram-se para organizações com know-how em seguros e soluções de recuperação econômica e investimentos, principalmente as com processos integrados de digitalização, banco de dados e inteligência virtual, APIs e plataformas one stop shop, nas quais os consumidores praticamente encontram tudo o que precisam. Empresas que são capazes também de agregar valor mediante grande capilaridade da força de vendas e suporte pós-aquisição de produtos ou serviços, de maneira remota e digital.  

O pacote completo de vantagens acelera jornadas dos bancos, reduz custos e burocracia, gera insights e propostas de valor, leva praticidade, comodidade e experiências mais amigáveis aos consumidores. E reparem: a ideia de que um player de mercado sabe tudo parece estar com os dias contados, até mesmo sob os olhares dos clientes.  

Uma pesquisa da consultoria internacional McKinsey & Company, há três anos, realizada com bancos e seguradoras em 27 países do mundo, já ratificava o forte crescimento dos resultados no modelo bancassurance e apontava as relações mais humanizadas e forte investimento em suporte tecnológico e digital como aspectos imprescindíveis para o futuro promissor dos envolvidos nessa cadeia de valor.  

Há cerca de duas semanas, a consultoria internacional Ernest Young divulgou um levantamento com 12 mil clientes espalhados por 14 países de mercados emergentes que atestou: o público final não espera mais que apenas uma empresa financeira responda a todas as suas necessidades, ele deseja ter soluções integradas e digitais entre diversos provedores especializados. Uma dinâmica pujante principalmente entre os mais jovens, atraídos por aplicativos modernos e marcas que promovem a disrupção.  

Os bancos mais atentos a essa realidade de mercado vêm adotando algumas das estratégias aqui descritas e comemoram altas performances com produtos e serviços de suas verticais rentáveis. O Inter é um dos cases: terminou 2021 com 8 milhões de novos clientes, ultrapassando a marca projetada de 16 milhões de correntistas ao final do exercício contábil. E só na Inter Seguros foram 830 mil pessoas físicas e jurídicas ativas, uma evolução anual de 229%. Houve ainda aumento de 203% em vendas, quando comparado com a temporada anterior. 

O mercado dá mostras claras de que o caminho do sucesso para os bancos na oferta de seguros e produtos financeiros secundários passa essencialmente por medidas para maior assertividade, personalização, simplificação, agilidade, vínculos duradouros e sustentáveis com os consumidores. Portanto:    

1) Firme parcerias com companhias especializadas e adote o modelo bancassurance, consagrado em todo o mundo;  

2) Disponibilize todos os serviços e produtos preferencialmente em uma plataforma digital completa, um superapp

3) Invista em dados e inteligência artificial para entender e se antecipar às necessidades dos clientes; 

4) Quando houver diferentes plataformas, conecte-as com os canais do banco e atenda o público de forma verdadeiramente omnichannel

5) Atue de forma mais humanizada, inclusive no pós-venda.  

Essa verdadeira revolução na oferta de seguros e produtos financeiros nos bancos vem à esteira do Open Banking e do Open Finance. Ela encontra ressonância no Open Insurance, que promoverá o compartilhamento de dados de seguradora e clientes, o acompanhamento mais próximo dos bancos quanto às jornadas e carteiras completas desses produtos de seus correntistas, e levará a estes maior empoderamento para informação, formação de opinião, acesso, customização, organização e controle dos produtos.    

É tempo de expandir os ecossistemas de negócios, amplificar receitas financeiras e ser ainda mais protagonista no mercado! 

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